Causa animal: desafios atuais e caminhos possíveis
A causa animal no Brasil enfrenta inúmeros obstáculos que comprometem o bem-estar de milhares de animais todos os dias. Entre os principais desafios estão o abandono, os maus-tratos, o crescimento descontrolado da população de cães e gatos, além das zoonoses, doenças infecciosas transmitidas naturalmente entre animais e seres humanos.
A vereadora Andressa Bianchessi (UNIÃO), destaca a Esporotricose, doença contagiosa que acomete gatos, cães e humanos, e que tem apresentado um alto número de casos no estado do Paraná. Segundo ela, apesar da gravidade da doença, o tema ainda é pouco debatido, especialmente no contexto da saúde única e do bem-estar animal.
Conhecer os principais problemas que afetam a proteção animal no país e compreender seus impactos, é fundamental para o enfrentamento dessa realidade.
DESAFIOS ATUAIS
Superpopulação e Abandono: Segundo levantamento do programa Cobasi Cuidar, o Brasil tem cerca de 30 milhões de animais abandonados nas ruas, uma realidade que pressiona defensores da causa e secretarias de Meio Ambiente, responsáveis por grande parte dos resgates, tratamento e acolhimento desses animais. O aumento no número de animais abandonados resulta em mais bichos doentes, com fome e vítimas de maus-tratos, além de, causar problemas de saúde pública, como a transmissão de zoonoses.
Maus-tratos e violência: Casos de negligência, agressões e condições inadequadas de confinamento continuam sendo registrados com frequência em diversas regiões do país. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil possui uma média de 13 denúncias formais de maus-tratos aos animais por dia, e a cada ano há um crescimento exponencial.
Sobrecarga dos abrigos: Com mais de 2.600 ONGs formalmente registradas no Brasil e quase 200 mil animais sob seus cuidados, os abrigos de proteção animal enfrentam um cenário de constante superlotação. Grande parte dessas instituições opera próxima ao limite de sua capacidade, sustentada principalmente por doações e pelo trabalho voluntário, o que evidencia os desafios financeiros e estruturais para garantir o bem-estar dos animais acolhidos.
Esporotricose (zoonose): Em algumas regiões do Paraná, estão sendo registrados inúmeros casos da doença, que acomete, principalmente gatos, mas pode ser transmitida para cães e humanos. A doença se dá por um fungo chamado Sporothrix, que entra em contato com a pele e causa feridas graves. O tratamento leva em torno de 6 a 9 meses e exige isolamento do animal, podendo causar estresse no pet.
CAMINHOS POSSÍVEIS
Castração em Massa (Controle Populacional): É a medida mais eficaz a longo prazo. No estado do Paraná, há programas de castração gratuita de cães e de gatos, como o Castra Mais Paraná, custeado por emendas parlamentares do deputado federal Delegado Matheus Laiola, que atende milhares de animais em todo o território estadual. O projeto, conta com um ônibus adaptado, para os médicos veterinários realizarem a cirurgia e microchipagem dos animais atendidos, além de fornecer medicamento e roupa pós-cirúrgica. Nesse semestre foram realizadas mais de 40 mil castrações pelo programa.
Investimento no tratamento de zoonoses: Investir no tratamento e no controle das zoonoses é essencial para proteger a saúde humana e animal, prevenindo a disseminação de doenças que podem causar graves impactos sociais e econômicos.
A vereadora Andressa Bianchessi (UNIÃO), destinou 500 mil reais em emendas parlamentares para o Hospital Veterinário Municipal da cidade, promovendo a implantação da telemedicina veterinária, onde o tutor precisa comparecer presencialmente com o pet apenas na primeira consulta, depois, as atualizações e orientações são feita são feitas por videochamadas, evitando estresse do animal e risco de contaminação de outros.
Andressa, comemora a ação realizada em seu primeiro mandato.
“Esse é um avanço do nosso mandato e a gente acredita conseguir trazer mais saúde, bem-estar para os animais e para suas famílias e também fazer com que a gente agilize esse processo de tratamento para o animal, que é delicado”, comenta.
Adoção e Identificação: Incentivar a adoção responsável (em feiras e ONGs) e implementar a chipagem obrigatória para facilitar a identificação de tutores e coibir o abandono dos animais.
Fortalecimento Institucional: Criação de delegacias especializadas, hospitais veterinários públicos e secretarias municipais estruturadas para transformar a causa em política de Estado. Em Curitiba, por meio de verbas parlamentares do deputado federal Delegado Matheus Laiola, foi criado o primeiro Hospital Veterinário Municipal da cidade, que oferece atendimento gratuito e especializado para cães e gatos de moradores da cidade e região metropolitana, mediante agendamento prévio ou atendimento na hora, em casos de emergência.
Educação e Conscientização: Inserir a guarda responsável nas grades curriculares e realizar campanhas constantes previne o abandono e ensina sobre a senciência animal.
A causa animal vai muito além do carinho pelos animais. Ela também envolve saúde pública, preservação ambiental e o fortalecimento de uma sociedade mais consciente, solidária e respeitosa.
Todo animal acolhido, toda castração realizada e toda adoção responsável significam mais do que transformar uma única vida: representam uma ação concreta na redução do abandono, dos maus-tratos e do sofrimento, contribuindo para um futuro melhor.





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